Medo de envelhecer: não tenho, obrigada.
Sou 25 querendo ser 30 e achando essa a idade mais linda da vida.
E elas, de quase 40, me disseram,
Voce tá nessa fase, menina. Daqui a pouco voce vai ver, vai estar igual a gente, e nao é que a gente goste, a gente também não gosta não, mas o que é que vai fazer? Aí a gente sai com esses caras, que saem com todas nós e que um dia param de te ligar e você espera eternamente. E ele sabe, que quando te ligar, você vai. E você vai mesmo ué, o que é que vai fazer…
Minhas jovens, me desculpem. Não quero julgar a escolha de vocês, cada um nessa vida sabe o que vai esperar eternamente – e principalmente como vai fazê-lo. Mas eu, a de 25, quero ter a liberdade de, se é que vocês me permitem, acreditar que já não espero mais. Que sou a exceção e agora espero por ficar velhinha junto, por ter cachorros lindos numa casinha colorida, com cheirinho de comida e as mãos dadas cheias de rugas, sentados numa poltrona que só tem sentido ao lado da outra e tentando assistir o filme inteiro sem dormir. É isso o que vou fazer. Um beijo e boa sorte.


O problema está justamente no “espera eternamente. E ele sabe, que quando te ligar, você vai”. Não nisso em si, mas em todo um comportamento que justifica a outra pessoa não querer nada com você. Se você não se dá ao respeito e se não procura fazer algo diferente, não é uma pessoa interessante. Simples assim.