Arquivo de fevereiro \18\UTC 2010

Cazzo.

Eu sei. Não somos nada um do outro. Nem um recadinho suspeito no orkut. Nem uma declaração cafona no nick do msn. Não temos uma foto juntos. Não sei muita coisa sua. E tenho medo de te perguntar todas as muitas coisas que quero saber. Saí há pouco tempo de uma merda enorme, que não significou muita coisa mas serviu pra me mostrar o quanto eu posso ser otária. Não gostei de você. O jeito que você me olhava. Tinha certeza que você tava no lugar errado. Você devia estar em algum inferninho que sempre toca balão mágico lá pelas 3 da manhã, atrás de alguma loira gostosinha de cabelo liso. Não era pra eu ter saído aquele dia. Não era pra ter te encontrado la fora. Não era pra você ter gostado de mim, mesmo sem gostar – coisa que eu ainda não entendi muito bem. Não era pra você ter entrado. Não era pra eu ter pensado “qual é a desse cara?”, e ter puxado uma conversinha boba. Não era pra essa conversa ter durado a noite toda. Não era pra eu ter olhado quando você  tava voltando do banheiro  e ter encontrado os olhos que eu descobri que, para o meu azar, eram verdes. Não era pra eu estar de bom humor, e querendo pagar pra ver. Não era. Mas você me procurou no outro dia. E eu nem me atrevo a dizer que não era pra ter me procurado. Quis me ver. Quis te ver. E não é que você é bonito mesmo? E a sua risadinha quando fala alguma besteira que tinha tudo pra ser irritante, me faz rir. E você canta bem, mesmo que não escolha sempre as melhores músicas. E tem teorias loucas pra explicar os extraterrestres e os japoneses. E não tem medo de falar que ta com saudade, que quer me ver, de me abraçar, de me elogiar e de me olhar com uma cara que não tem explicação. E agora to assim. Fiquei louca com o seu carnaval. Fiquei aliviada com seus torpedos. Tô sentindo sua falta. Tô feliz porque você vem antes da hora. E sim, preciso dizer: tô com medo. Ou com friozinho na barriga.



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