Arquivo para dezembro \29\UTC 2011

Feliz. E só.

Parece clichê, mas escrever texto de ano novo pra mim é novidade. E o motivo faz parte do que eu tenho pra dizer.

Ano novo, querido, não é segredo: a gente nunca se entendeu. Eu tentei, te dei mais de 20 chances, te esperei, toda santa meia-noite, e você me deixou esperando e foi pra festa com esse monte de gente feliz. Não é que eu nunca fui convidada: mas de alguma forma nunca consegui chegar, ou entrar, ou participar.

Primeiro porque, feliz pra mim é mais que isso. Eu sempre fiquei perplexa, parada na porta, olhando uma festa que, deixando os detalhes ressentidos de lado, sempre me pareceu de mentirinha.

Em outras vezes eu me dediquei mesmo, quis até fazer minha própria festa, mas nem na minha eu consegui chegar. Paguei a festa, não fui e ainda rolou barraco. Ta de sacanagem, né?

Então, sem festa, sem glamour, eu esperei, contei os 10 segundos e você não veio coisa nenhuma.

Aí que eu resolvi ter um pouco de vergonha na cara. Quero que você saiba que, depois da chuva que você mandou bem na minha cabeça na última vez, eu não te espero mais.  A muitas horas da tão esperada meia-noite, comunico que minha festa já começou e o amor, a paixão, a esperança, a saúde e a amizade chegaram bem antes de você.

Se é que esse ano você vem, não vou nem ver. Mas se você trouxer dinheiro, faço um esforço e te dou outra chance. Um beijo de 2011.


O que tem aqui

Diálogos, monólogos, conversas, crônicas, histórias malucas e talvez, quem sabe, até reais, de uma cabeça bem esquisita.

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